Astrologia chinesa milenar encontra relevância moderna com a Geração Z no Sudeste Asiático
Uma prática ancestral de adivinhação chinesa está experimentando um renascimento surpreendente no Sudeste Asiático, adaptando-se aos anseios e realidades da Geração Z. Profissionais jovens, confrontados com agendas apertadas, aumento do custo de vida e pressão contínua por ascensão profissional, encontram na antiga sabedoria uma fonte de consulta estratégica.
Yik Wai Chee, um executivo sênior de 33 anos, não se considera um devoto da astrologia chinesa, mas a utiliza como uma forma de verificação estratégica para sua vida. Ele descreve o sistema como um “teste de sorte” de longo prazo, explorando estratégias gerais para enfrentar desafios. “Se não me custa nada adotar novas estratégias, vou tentar”, declarou ele. Ele ressalta, contudo, que a prática não dita suas decisões, mas ocasionalmente as informa.
Para Chee, a astrologia chinesa se aproxima mais da imprecisão interpretativa do Tarô do que de previsões rígidas. Esse caráter ambíguo é justamente o que atrai muitos jovens na região. A busca por orientação em meio à incerteza e à complexidade da vida moderna impulsiona o interesse por métodos que ofereçam novas perspectivas, mesmo que de forma não determinística.
Em todo o Sudeste Asiático, essa arte antiga está encontrando uma nova e distintamente moderna segunda vida, oferecendo um contraponto cultural às demandas incessantes da contemporaneidade.

Sophia Alves “Magika” é uma exploradora apaixonada do misticismo e da espiritualidade, dedicada a desvendar os mistérios do mundo invisível.

